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A turma 2023 da FACDES realiza sua 1ª Vivência de campo no território quilombola Santa Quitéria no Município do Acará - PA

  • Publicado: Terça, 12 de Dezembro de 2023, 17h30
  • Última atualização em Terça, 12 de Dezembro de 2023, 18h09

Durante os dias 20 a 27 de outubro a Turma 2023 de Bacharelado em Desenvolvimento Rural (BDR 2023) esteve no território quilombola Santa Quitéria, em Acará-PA, para realizar a disciplina Viagem de Campo: Vivência I, conduzida pelo Prof. Dr. Daniel Braga, sob coordenação do Prof. Dr. William Santos de Assis e apoio dos demais docentes da Faculdade de Desenvolvimento Rural (FACDES), destacando a Dra. Soraya Abreu de Carvalho, o Dr. Paulo Martins e o Dr. Silvio Kanner que também estiveram em campo contribuindo com a organização das atividades.

Como procedimento metodológico, houve visitas de campo que antecederam o período da Vivência, no intuito de reconhecer o território, alinhar as atividades junto da Associação dos Moradores e Agricultores Remanescentes de Quilombo das Comunidades Itacoãzinho e Santa Quitéria (AMARQUISI) e dialogar com as famílias dispostas a receber os estudantes. Ao mesmo tempo, os docentes prepararam os estudantes para estar na comunidade, evitando-se grandes alterações na rotina das famílias. Foi desenvolvido um Roteiro de Campo a fim de orientar as observações, anotações e levantamento de informações pelos estudantes, com enfoque no âmbito familiar e seus sistemas produtivos. Ao todo, foram 21 famílias da comunidade que se dispuseram a receber em seus lares uma dupla de estudantes da FACDES. Durante os sete dias da Vivência, diariamente, estiveram presentes dois docentes para acompanhar e dar suporte aos acontecimentos.


“O contato próximo com a família quilombola, por outro lado, permitiu o amadurecimento profissional e principalmente o pessoal por meio do aprendizado com uma realidade diferente.”

Glendha Fernandes Vieira (BDR 2023)

“A família que abriu as portas de sua casa para nós sem nos conhecermos, nos trataram como se fossemos da família, com amor e carinho, gratidão...”

Ilma Solange Gomes Vale (BDR 2023)

“A disciplina tem o poder (de) proporcionar experiências pedagógicas e pessoais que a sala de aula não tem a capacidade de proporcionar.”

Kewin Correa de Lima e Silva (BDR 2023)


De forma geral, a comunidade recebeu os jovens estudantes da FACDES com muito carinho e hospitalidade. Nossos discentes puderam vivenciar de fato os modos de vida das famílias agroextrativistas locais, seus costumes culturais/tradicionais e suas condições de trabalho, de moradia, de alimentação, de acesso a serviços públicos básicos (educação/saúde/energia/estrada), de comunicação, de transporte e de outros aspectos dentre as diversas realidades do território, bem como a utilização dos recursos naturais em ecossistemas de terra-firme e várzea (ribeirinhos). Como descrito nos depoimentos a seguir, percebe-se que, por um lado, há desafios ao se vivenciar as dificuldades e realidades do campo, que naturalmente podem destoar do cotidiano vivido pelos estudantes até o momento. Por outro lado, há grandes aprendizados que proporcionam uma ruptura dos limites prévios de compreensão da realidade rural e ampliam sua visão e capacidade de perceber a vida alheia em seu contato mais íntimo com a natureza e seus recursos, estimulando a curiosidade para o novo e tornando o balanço final com saldos extremamente positivos.


“...tivemos inúmeras experiências e aprendizados que irão nos ajudar em nossa vida profissional. Não basta apenas aprender em sala de aula, vivenciar aquilo que os núcleos familiares vivem, se dedicam, e tem prazer em fazer é extraordinário. É fácil ficar sentado(a) numa sala com ar ligado e só ouvir os professores falarem, todavia estar no local, aprender tudo na raiz e obter conhecimentos com o contato direto é simplesmente esplêndido, não há nada comparado. A vivência nos ensina o verdadeiro valor da vida nas famílias tradicionais.”

Lillian Bastos dos Santos Campos (BDR 2023)

“A vivência foi uma experiência única, foram momentos de muitos aprendizados e diversão também. A família que eu fiquei, eles eram todos muito acolhedores e maravilhosos, um lugar muito aconchegante e com muito amor. O primeiro dia foi um pouco "assustador" pra mim, estar na casa de uma família que não conhecia e lembrar que tinham sete dias pela frente, nos outros dias foram super tranquilos, me senti muito acolhida e senti que já fazia parte daquela casa. Foram 7 dias de muita pesquisa e colocando em prática tudo que aprendemos em sala de aula nos últimos semestres. Me conectei muito com toda a comunidade, interagi com todos e assim foi ficando tudo mais leve.”

Jhenifer Letícia Matos Lima (BDR 2023)

“Como discente de Bacharelado em Desenvolvimento Rural, a  Vivência foi um grande privilégio, pois, além de conhecimentos  para a nossa carreira profissional, sem dúvida, também nos trouxe um olhar afetivo sobre a vida  no campo, quando nos inserimos no cotidiano das famílias, e, consequentemente entendemos seu modo de vida, podemos assim trabalhar para adequar nossos estudos/projetos para o desempenho no papel de agentes de desenvolvimento.”

Renata Brito Pombo (BDR 2023)

“A vivência em campo da nossa turma de desenvolvimento rural me trouxe experiências que jamais imaginaria que eu viveria. Passar 7 dias na casa de pessoas desconhecidas é desafiador e assustador ao mesmo tempo, não saber o que estaria lhe esperando. Mas ao longo dos dias, vi que teria conexões e laços com essas pessoas para a vida toda. Aprendi muito, vivenciei muito e sinto gratidão por todo o acolhimento que recebi. Creio que essa vivência servirá de aprendizado em vários quesitos na vida de todos.”

Maria Fátima da Silva Carneiro (BDR 2023)

“Nos recordamos do momento antes da vivência, estávamos aflitas pensando no trabalho que iríamos ter. Porém, as coisas ganharam uma perspectiva diferente ao longo dos dias e o único sentimento que ficou foi o de querer continuar ali. Nossa família nos proporcionou um ambiente receptivo e aconchegante, tivemos a oportunidade de imergir em uma visão totalmente oposta à que encontramos na cidade, conhecemos seus costumes e cultura tão singulares e ricos. A vivência se tornou uma das nossas melhores experiências e nos sentimos privilegiadas em poder participar.”

Kalline Agatha Costa dos Santos / Juliana Sousa (BDR 2023)

“A Vivência no acará me proporcionou uma experiência única, na qual irei levar por toda a minha vida... é inexplicável, uma mistura de adrenalina, medo e a curiosidade do lugar novo, é surreal. Sair da zona de conforto foi difícil, mas só pelo simples fato de ter conhecido pessoas boas, amorosas e receptivas no acará, me impulsionou a querer retornar.”

Beatriz Gonçalves Cantuário (BDR 2023)

“Na vivência eu aprendi que podemos ser muito felizes com pouco e cercados de natureza e tudo o que ela pode dar. Aprendi que a família é a coisa mais importante de nossas vidas e que o lazer é muito importante em nossas vidas, a vida precisa de momentos assim.”

Evelyn Kaylane Lima da Silva (BDR 2023)

“Você sair da zona de conforto e entrar no mundo totalmente diferente do seu, é muito desafiador, mais o aprendizado e conhecimento que você traz consigo, isso é muito valioso e ninguém consegue tirar de você.”

Estela Siqueira do Nascimento Nunes (BDR 2023)


Ao final da Vivência I, pudemos observar que a troca de saberes a partir do diálogo entre estudantes e comunidade permitiu grandes aprendizados, reciprocamente, alcançando o objetivo de despertar na juventude acadêmica a capacidade de reconhecimento das agriculturas familiares com uma abordagem sistêmica. Para muitos, o primeiro contato intenso com a vida dessas comunidades pode revelar profundos aprendizados de vida e, com o tempo, catalisar o desenvolvimento de habilidades técnicas somadas à sensibilidade para as demandas concretas do meio rural, preparando-os para a realidade profissional e suas adversidades intrínsecas. Além disso, demonstra-se na prática que o conhecimento transcende os limites da Universidade e permeia os sábios conhecimentos da base popular que vive no campo, promovendo-se a sinergia entre epistemologias.


“A Vivência, sob tudo, é um desafio e tanto para os alunos e professores do Instituto. Criar laços com famílias que você nunca teve nenhum contato é desafiador e ao mesmo tempo fantástico. As experiências e os aprendizados que foram adquiridos na viagem foi sem dúvidas um dos melhores acontecimentos de nossas vidas, conhecer e poder ver de perto a estrutura e o dia-a-dia das famílias camponesas é uma das conquistas mais grandiosas para o estudante de Bacharelado de Desenvolvimento Rural!”

Wellem Eduarda da Silva Pinto (BDR 2023)


Este é apenas o início de um longo processo de amadurecimento e formação dos nossos futuros profissionais de Desenvolvimento Rural!

 

 

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